domingo, abril 15, 2007

Concentração de Viatodos - II


Este ano não fui de Lambretta. Para variar fui numa inglesa, uma Royal Enfield com 350 cc de 1948. A máquina que recebeu recentemente um restauro completo demonstrou uma capacidade impressionante, não tendo vacilado em momento algum e fazendo os troços mais difíceis (neste caso a subida até ao alto de S. Félix) com grande facilidade.

É por haver motas assim que ficamos viciados neste hobby!

Concentração de Viatodos - I


Com as devidas desculpas por esta semana de atraso, aqui lhes trago os meus comentários a algumas imagens da XIX Concentração Internacional de Viatodos.
De um modo geral, a concentração correspondeu ao que se esperava, podendo mesmo dizer-se que apresentou, este ano, um bom nível de participações, seja em qualidade seja em quantidade. O dia apresentou-se com um clima agradável, factor que sempre ajuda alguns, mais temerosos de enfrentar a chuva, a decidir-se aparecer.

Quanto à organização, não há nada a dizer, a não ser confirmar a eficiência e simpatia da equipa dos Fonsecas & Cª., que, mais uma vez, souberam receber com fidalguia todos os inscritos. Em termos gastronómicos, não faltou nada, desde o sempre apreciado pequeno almoço, servido logo à chegada e que nos ajuda a preparar o estomago para o passeio, até ao almoço, que teve desde o marisco nos aperitivos até aos digestivos para os mais exigentes.

O passeio deste ano levou-se desde Viatodos até ao Monte de S. Félix, na Póvoa de Varzim, isto depois de passarmos por Barcelos. A escolha é feliz, pois a escalada para o Monte de S. Félix apresenta-se como sendo uma boa prova de vida para as nossa "velhinhas", permitindo assim que todos demonstrem que, apesar da idade, elas ainda estão aí para a curvas. Segundo me apercebi, a esmagadora maioria das máquinas saiu do exame com distinção.

Depois do almoço, que foi servido na Quinta de Vinhós, numas das freguesias de Barcelos, a comitiva deslocou-se novamente até à Escola C+S de Viatodos, onde se procedeu à entrega dos prémios.


quinta-feira, abril 05, 2007

19ª Concentração Internacional de Viatodos


É já no próximo Sábado que se vai realizar a 19ª Concentração Internacional de Motas Antigas de Viatodos. Esta é a primeira grande concentração do ano, reunindo habitualmente um elevado número de participantes da nossa região e do norte de Espanha.

A minha presença já está marcada, ficando aqui a promessa de apresentar uma reportagem fotográfica do evento.

quarta-feira, março 14, 2007

11º Aniversário do LCP

O Lambretta Clube de Portugal vai organizar a festa do seu 11º Aniversário no próximo dia 29 de Abril de 2007 na Trofa.
De acordo com aquilo que se vai saben do, a organização promete uma festa excelente, seja na componente de passeio com as nossas lindas, seja na componente gastronómica!
Vão-se preparando e começando a afinar as máquinas...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Documento Único ... da treta


Esta história passou-se comigo. Depois de mais uma compra lá fui tratar do registo da minha Lambretta. Entregues os documentos na Conservatória do Registo Automóvel na Rua de Camões do Porto, esperei em casa pela chegada do Documento Único Automóvel (DUA) atestando as características técnicas do veículo e a minha condição de proprietário do mesmo.
Chegada a carta, li com atenção o que dizia. Em conjunto com o DUA há um texto que nos aconselha a ler atentamente tudo e verificar da correcção dos dados lá inscritos. Cumprindo essa orientação, dei conta que constava como data do primeiro registo 25/07/1958 quando eu sabia que essa data era 29/08/1953 (é uma Lambretta 125 LD).
Na mesma carta aconselham-nos a, "caso seja necessário proceder a qualquer rectificação" contactar um balcão de atendimento do DUA "para que se proceda à respectiva alteração e à emissão de um novo documento".
Tentanto saber onde era o famoso "balcão de atendimento" do DUA, fiz uma pesquisa no google tendo chegado à indicação de que esse balcão ficava, afinal, na mesma Conservatória do Registo Automóvel onde tinha tratado da transferência de propriedade.
Na esperança de resolver o assunto dirigi-me à Rua de Camões. Lá chegado, o funcionário disse-me que confirmava que os dados inscritos no DUA estavam errados. No entanto, para corrigir o problema teria de me deslocar à Direcção Geral de Viação (DGV), pois é essa a entidade que pode corrigir o problema. Disse-lhe que não me importava que assim fosse, mas que deveria ser ele a tratar de resolver o problema da forma que entendesse. Havendo de contactar a DGV ele que o fizesse, pois para mim o front office do DUA era ali. Mas não, o funcionário voltou a repetir que não poderia fazer a alteração e que eu teria mesmo de me deslocar à DGV.
Sentindo-me enganado pedi o Livro de Reclamações lavrando o meu protesto pelo facto de ter recebido informações erradas no próprio site do Ministério da Justiça.
Esta semana recebi a resposta da reclamação, dizendo que a Conservatória do Registo Automóvel teve o procedimento correcto, pois os termos do acordo existente entre as duas entidades prevê que aquele tipo de assuntos sejam tratados na DGV.
Ora, eu quando ouvi o Primeiro Ministro a falar orgulhosamente da existência de um documento único que juntasse os dados do veículo e os da propriedade do mesmo acreditei que era verdade. Agora, enquanto utilizador, verifico que é mentira. Afinal, temos um Documento Único Automóvel, mas não temos uma entidade que faça a sua gestão: temos duas e que nem sequer comunicam entre si.
Enquanto assim for o DUA não passa de uma treta.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Florett


Um dos veículos populares que mais rivalizou com as Lambrettas nos anos 60 foram, sem quaisquer dúvidas, as motorizadas da Kreidler, nomeadamente as famosas Florett.
A casa alemã, que se antes de entrar na produção de veículos motorizados era conhecida pela produção de cabos electricos e de telecomunicações, decidiu avançar com este negócio depois da II Guerra Mundial um pouco com a mesma filosofia da Lambretta: produzir veículos fiáveis e baratos que permitissem a "democratização" do transporte individual.
Tendo começado com a produção da famosa R50 logo em 1951 a Kreidler cedo deu nas vistas, muito especialmente devido ao facto de, logo no primeiro modelo, ter sido provada a sua fiabilidade ao ser-lhe atribuída a capacidade para dar uma volta ao mundo.
A sua popularidade aumenta a cada modelo que vai saindo, aspecto que vai sendo reforçado pelos vários records de velocidade na cilindrada de 50cc que estas belas máquinas vão conseguindo. Mas como tudo o que nasce também morre, a Kreidler acabou por não resistir à avalanche nipónica dos anos 80 acabando por encerrar a sua produção em 1983.
Em Portugal foram vendidas muitas Kreidler's, especialmente do modelo Florett. Nos últimos tempos temos visto muitas delas aparecer com belos restauros nas concentrações de Motas Antigas, mostrando assim que também no segmento de 50 cc também há máquinas que merecem atenção.
Esta que estão a ver acabou o seu restauro no Natal de 2006. Um belo presente!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Lambretta LC 125

Há cerca de 10 anos atrás encontrei numa feira de motas antigas em Vila Nova de Famalicão uma velha Lambretta à venda. Evidenciando já um grande interesse pelas Lambrettas, não tinha conhecimentos suficientes para perceber que mota era, realmente, aquela que estava à venda.
À primeira vista parecia uma Lambretta LD e foi nessa convicção que a comprei. O vendedor era um jovem de Arouca que me disse imediatamente que não tinha documentos dela, mas que iria tentar falar com o "velhote" que lha tinha vendido para ver se os conseguia. A verdade é que não conseguiu nada.
Como se pode ver pela foto, esta Lambretta estava em péssimo estado. Para além da ferrugem intensa, que "comia" a parte inferior do avental, faltam imensas peças, começando pelo depósto, o cilindro, o carburador, o escape, etc. Na altura a minha vontade de ter uma Lambretta era tanta que a comprei mesmo assim. O preço estava compatível com o estado.
Passados poucos dias da compra, e num dia em que me dediquei a estudar melhor aquela Lambretta, verifiquei, através da leitura do número do motor, que estava perante uma LC 125 e não uma LD. Ao saber disso ganhei um interesse redobrado por esta Lambretta, pois a LC é um modelo muito raro em Portugal, devendo mesmo ter sido o primeiro modelo a ser comercializado pela marca no nosso país.
Ao longo destes 10 anos a Lambretta foi ficando à espera da hora do restauro. Durante esse tempo consegui localizar o seu proprietário e legaliza-la em meu nome. O seu antigo (e único) dono contou-me que a Lambretta foi das primeiras a circular no Porto. Segundo me disse, outro exemplar terá sido vendido para a casa de vinho do Porto Nieport. Para que tenham uma ideia da antiguidade, a data do registo desta Lambretta é de Junho de 1951. Neste momento esta bela Lambretta ainda está em cima da banca de trabalho, mas perto do final do restauro, como se pode ver. Espero poder devolvê-la às nossas estradas dentro de um mês. Nessa altura trarei mais algumas fotos.

terça-feira, janeiro 02, 2007

T&C - Janeiro 2007


A Topos & Clássicos de Janeiro já está nas bancas. Depois de ter trazido uma excelente reportagem sobre a Lambretta LD 125 na edição do mês passado, este mês oferecem as capas para a colecção de um conjunto de cadernos alusivos à memória do Circuito de Vila do Conde, da autoria de João Mota Freitas.
Esta homenagem que a T&C vai fazer ao nosso circuito é justíssima. Na verdade, Vila do Conde sempre teve uma mística única no desporto automóvel nacional, sendo um dos emblemas desta cidade. Não é raro encontrar pessoas, em qualquer zona do país, que, ao dizermos que somos de Vila do Conde, nos devolvem um elogio por isso, aludindo às suas próprias recordações das corridas de automóvel.
Como vilacondenses lamento que o poder autárquico local tenha sido insensível a este ex-libris e que tenha destruido algo que levou décadas a construir. Felizmente a memória perdura e há quem a saiba manter viva.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

1947-2007


Durante o ano que hoje começa a Lambretta celebrará o 60º aniversário sobre a saída para a "rua" do primeiro modelo desta mítica marca: a Lambretta 125 m, também conhecida como Lambretta A.
O Lambretta Clube de Portugal tem um programa de actividades que inclui a realização dos habituais 3 passeios - Aniversário do clube em Abril, Encontro Anual em Julho e Luso-Galaico em Setembro. Entretanto veremos quantos Lambrettistas nacionais se mobilizarão para o Euro-Lambretta que este ano volta a realizar-se em Junho, desta vez na Alemanha.
Para além destas actividades é possível que ainda surjam algumas surpresas...

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Forum de Scooters


Aconselho a todos a visita regular ao Forum de discussão sobre Scooters "ScooterPT".

segunda-feira, outubro 16, 2006

Legalização de velocípedes

A entrada em vigor do Decreto-Lei nº 128/2006, de 5 de Julho, obriga todos os proprietários de veículos velocípedes com matrículas atribuídas pelas Câmaras Municipais a proceder à troca dos respectivos livretes e, consequentemente, à mudança de matrícula.
Trata-se de um processo que já havia sido tentado há alguns anos, mas que parece estar, agora, definitivamente decidido. Em concreto, quem possuir velocípedes com matrícula camarária (para os Lambrettistas este aviso abrange os proprietários de Lambrettas Júnior ou Luna) deve preencher o impresso Modelo 1402 (download disponível no site da DGV) e entregá-lo na DGV juntamente com o original do Livrete, sendo-lhe posteriormente atribuída uma nova matrícula e novos documentos, já sob o modelo do Documento Único Automóvel.
Para que este processo não tenha quaisquer custos para o proprietário, é necessário que se cumpram os seguintes prazos de requerimento:
- Até final de 2006, para veículos com matrícula até 31/12/1999.
- No ano 2007, para veículos com matrículas emitidas entre 01/01/1990 e 31/12/1999.
- No ano 2008, para veículos com matrículas emitidas entre 01/01/2000 e 31/12/2005.
Quem ultrapassar estes prazos terá de pagar o custo de emissão de nova matrícula conforme as tabelas legais.
Em todo este processo há algo que ainda ninguém me soube explicar. Com efeito, algumas Câmaras Municipais deixaram de fazer registos de transferência de propriedade de velocípedes logo que este Decreto-Lei foi aprovado. Ora, quem comprar um veículo e pretender proceder ao registo em seu nome tem uma dificuldade. Como não pode pedir a transferência de propriedade na Câmara Municipal, terá de preencher o pedido à DGV no seu nome, que é diferente do proprietário que consta no Livrete. Como actua depois a DGV? Passa o Documento Único em nome do proprietário anterior ou já o faz no nome do requerente? Exige que seja feito o registo de transferência de propriedade na Conservatória do Registo Automóvel (com o custo de € 64,00)?

quinta-feira, outubro 12, 2006

SX 200


Não há nenhuma colecção de Lambrettas que possa considerar-se bem recheada se não incluir uma Lambretta SX 200. Esta Lambretta que apareceu já perto do ocaso da marca é de uma enorme robustez e fiabilidade, alcançando performances bem interessantes no seu segmento. Sendo relativamente rara (só se produziram pouco mais de 20.000 exemplares), esta "joia" tem uma enorme procura no mercado internacional, com destaque para Inglaterra, país onde estas máquinas chegam a alcançar cotações verdadeiramente extraordinárias.
Em Portugal há algumas destas belas Lambrettas, estando praticamente todas nas mãos de pessoas que as conhecem bem e que as preservam o melhor que podem. Uma dessas máquinas participou em 2005 no famoso Portugal Lés-a-Lés organizado pela Federação Nacional de Motociclismo, tendo percorrido, sem quaisquer problemas, o trajacto entre Macedo de Cavaleiros e Faro.
Se a Lambretta A é, pelo simbolismo de ter sido o primeiro modelo e pela raridade, o modelo com que qualquer Lambrettista sonha, a SX 200 é talvez a máquina mais emblemática da marca.

Um ano em pleno


Com a chegada do Outono, os motads que se dedicam ao coleccionismo abrandam substâncialmente a actividade. É normal, pois o tempo agreste que aí vem, com frio e chuva, pode trazer problemas à máquinas que tanto trabalho (e dinheiro) custam a recuperar.
No caso do movimento Lambrettista, penso que podemos fazer um balanço altamente positivo de 2006, muito embora ainda haja um novo evento na agenda oficial do Lambretta Clube de Portugal: o jantar de fim de ano que deverá ter lugar na 2ª quinzena de Novembro na zona de Aveiro.
Os momentos mais significativos deste ano foram os seguintes:
- Presença de um stand do LCP no MotorClássico, nos dia 24, 25 e 26 de Março, na FIL em Lisboa.
- Realização da festa do 10º Aniversário do LCP na Póvoa de Varzim no dia 25 de Abril.
- Presença de um stand do LCP na Automobilia de Aveiro, nos dias 5, 6 e 7 de Maio.
- Presença de uma delegação do LCP no 17º EuroLambretta realizado em Issoire, França.
- Realização do 6º Encontro Nacional de Lambrettas e Lambrettistas nos dias 14 e 15 de Julho, em Alcobaça.
- Realização do I Passeio Luso-Galaico de Lambrettas, no dia 3 de Setembro.
- Presença de um stand do LCP no Salão de Automóveis e Motas Clássicos do Vale do Sousa, nos dias 9 de 10 de Setembro.
- Presença de um stand do LCP no AutoClássico, nos dias 29 e 30 de Setembro e 1 de Outubro, na Exponor.
Como se pode verificar pela quantidade de eventos, podemos considerar que foi um ano em grande! Se a isto juntarmos a qualidade dos mesmos, nomeadamente dos passeios, que juntaram sempre mais de 40 Lambrettas, então parece-me que há razões para estarmos satisfeitos pelo crescimento que o movimento vai evidenciando.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Luso-Galaico


Este encontro Luso-Galaico deixou-me muito boas impressões. Para além de confirmar a excelente ideia que tenho dos nossos amigos Galegos (não só os sócios galegos do Lambretta Clube de Portugal responsáveis pela organização, mas todos os galegos em geral), o dia de hoje deu-me a certeza de que as fronteiras entre Portugal e Espanha são exactamente aquilo que nós quisermos que sejam. Se fizermos como o Lambretta Clube de Portugal, que tem sócios portugueses e Galegos, que não se perguntam de que país são e que fazem eventos lá e cá com total espírito de colaboração, as fronteiras não existem. Se quisermos ser rígidos e entender que há uns que são de cá e outros que são de lá, então há fronteiras e há lugar a rivalidades.
Felizmente que no Lambretta Clube de Portugal temos esta abertura de espírito e percebemos que o nosso mundo está muito para além da nossa "rua". As Lambrettas com a sua universalidade ajudam a criar esta ligação e unem as pessoas em nome de um ideal comum. Deve ser por isso que nenhum de nós deu o dia por mal empregue.

Encontro Luso Galaico de Lambrettas


Realizou-se neste Domingo o I Encontro Luso Galico de Lambrettas. Este encontro, o primeiro do género, teve uma organização ad-hoc, mas que, mesmo assim, mobilizou quase 3 dezenas de Lambrettas (havia duas ou três Vespas, é verdade), que se deslocaram desde Portugal até à vizinha Espanha para desfrutrar das paisagens do país vizinho e, obviamente, da gastronomia local.
Se o número de participantes é elucidativo quanto ao sucesso da iniciativa, a alegria que se sentiu entre a comitiva e a vontade de repetir o evento nos futuro são a certeza de que este foi o primeiro de outros passeios idênticos.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Lambrettas alentejanas


O simpático blog "Alandroal" mostrou-nos que no Alentejo também há Lambrettas. Apresentou-nos uma LI de 2ª série e uma LD'57 150. Pelas fotos estão em muito bom estado.

quarta-feira, julho 26, 2006

Encontro de Lambrettas de Alcobaça - Conclusão


A quantidade e a qualidade das Lambrettas que estiveram presentes em Alcobaça bastaria para atestar o sucesso do evento. De qualquer forma há algumas notas que merecem ser realçadas a título de conclusão:
- O grupo de Lambrettistas de Viana do Castelo que esteve presente deu um grande contributo à festa. Animados pelo inexcedível José Manuel Neiva mostram uma grande coesão e espírito Lambrettista.
- O calor excessivo que tivemos de suportar tornou penosas algumas partes do passeio. No Domingo motivou mesmo a alteração do percurso inicialmente previsto para permitir que estivessemos mais perto do mar.
- A pouca mobilização de Lambrettistas abaixo do Mondego para estes eventos é um problema que temos de ultrapassar. Todos sabemos que há muitas Lambrettas nessa zona do país, mas é necessário que os seus proprietários não se limitem a olhar para elas na garagem.

Para finalizar queremos deixar uma saudação especial ao organizador do evento, bem como aos sócios do LCP que assumiram a responsabilidade de liderar os eventos de 2007, que terão lugar na Trofa (11º Aniversário do LCP) e V. N. de Famalicão (7º Encontro de Lambrettas e Lambrettistas).

Encontro de Lambrettas de Alcobaça - 4


A componente gastronómica dos encontros de motociclistas é fundamental. Neste encontro as refeições a cargo da organização decorreram na sede da Associação Cultural e Recretiva de Casal do Pereira, simpática e acolhedora freguesia do concelho anfitrião. O clima familiar com que fomos acolhidos tornou esta componente muito agradável, aspecto que contribuiu para o sucesso do evento.

terça-feira, julho 25, 2006

Encontro de Lambrettas de Alcobaça - 3

Nestes encontros acontecem sempre coisas que nos ficam retidas na memória. Em Alcobaça assim foi:

Houve quem tivesse caído, felizmente sem grandes danos físicos...

Os "menos jovens" foram em família...

Havia Lambrettas que só de empurrão é que começavam a trabalhar...

O Presidente da Assembleia Geral do Lambretta Clube de Portugal foi de BMW (Por razões poderosas, é verdade)...

Ver salinas no meio de uma montanha é uma experiência incrível...

A vista da praia da Nazaré captada a partir do Sítio é verdadeiramente fabulosa...

Encontro de Lambrettas em Alcobaça - 2

O nível geral das cerca de 40 Lambrettas presentes era muito bom. Com efeito, temos notado, de ano para ano, uma melhoria substâncial na qualidade das Lambrettas, que vão apresentando trabalhos de restauro de grande qualidade, além de alguma diversidade de modelos interessante.

Uma 125 LDA com sistema de ignição automática impecavelmente restaurada

Uma 150 LD'57 com sistema de ignição automática impecavelmente restaurada

A nossa conhecida LD 150 com Side Car

Uma bela 175 TV da 2ª série

A 150 D que foi recentemente considerada a mais bem restaurada da sua classe no EuroLambretta de Issoire


Para além destas havia várias LI's da 3ª série bastante bem restauradas bem como LD's 150 e outras que mereceriam idêntico destaque. Para que se tenha uma ideia ainda mais sólida quanto à qualidade das máquinas presentes, seja em termos estéticos, seja em termos mecânicos, basta dizer que este foi o primeiro encontro em que nenhuma Lambretta chegou ao fim dos passeios que fizemos em cima do reboque. Com mais ou menos dificuldades, todas conseguiram atingir o final pelos seus próprios meios.

Encontro de Lambrettas em Alcobaça - 1


Durante estas férias participei no 6º Encontro de Lambrettas e Lambrettistas de Alcobaça. A festa raínha do movimento Lambrettista nacional decorreu com bom nível, tendo contado com a participação de cerca de 4 dezenas de máquinas. A organização, a cargo do sócio José António Amaro cumpriu com as suas obrigações, tendo-nos proporcionado bons momentos de convívio.

domingo, julho 02, 2006

Férias

Este blog está de férias!

Concentração de Motas Antigas de Rebordosa

Realizou-se hoje a concentração de motas antigas de Rebordosa. Num conjunto de cerca de 100 motas participantes estiveram apenas duas Lambrettas. Uma Lambretta D 150 do Joaquim Cabral, amigo e sócio do Lambretta Clube de Portugal, que se apresentou mais uma vez em grande estilo e uma Lambretta LI 150 da 3ª série que aparentava ter sido restaurada há pouco.
Não podemos dizer que esta seja uma concentração com grande tradição ou das mais importantes na região. No entanto o esforço dos organizadores acabou por ser devidamente recompensado pela presença do significativo número de participantes bem como pela qualidade de algumas das máquinas, com destaque para a já referida Lambretta D do Joaquim Cabral ou para uma Indian que captou grande parte das atenções dos presentes.

Portugal-Inglaterra


O jogo de hoje marca um feito tremendo no futebol nacional. Com a vitória sobre a selecção de Inglaterra Portugal conseguiu colocar-se entre as 4 melhores selecções do mundo e confirmar a justeza do título de vice-campeões europeus que ostentamos.
De qualquer forma é importante referir que o jogo com os ingleses não foi nada fácil. Pessoalmente esperava menos dificuldades, pois parece-me que a nossa selecção é substancialmente melhor do que a inglesa, seja em valores individuais seja em valor colectivo. Mas a verdade é que me enganei. A selecção comandada pelo nosso conhecido Erikson mostrou-se uma excelente equipa e uma digna vencida.
A vitória de Portugal só tem duas explicações. Uma é a expulsão de Rooney, a estrela inglesa que fruto de um cormportamento sancionado severamente pelo árbitro argentino prejudicou objectivamente a sua própria equipa. A outra chama-se Ricardo, guarda-redes da confiança pessoal de Scollari, que mostrou a razão pela qual é o guardião menos batido da prova e um dos melhores especialistas do mundo na defesa de penaltys.
Até à expulsão de Rooney o jogo foi tremendamente equilibrado. Houve igualdade no tempo de posse de bola, igualdade nas oportunidades de golo, enfim, igualdade em praticamente tudo. Depois de Rooney abandonar, Portugal pegou no jogo e ficou muito mais tranquilo. É verdade que sofreu ainda uma ou outra situação em que os ingleses se abeiraram da nossa baliza com algum perigo, mas o jogo deixou de ter o peso que antes se sentia, pelo menos no que respeita ao medo de perder.
Ao invés disso, vimos Portugal quase sempre com a posse de bola e a “carregar” em cima dos ingleses. Não o faziam com perigo, é verdade, mas a sensação que tínhamos era a de que mais tarde ou mais cedo algo de positivo nos haveria de acontecer.
Como o golo não chegava acabou por ser necessário recorrer aos penaltys. Nessa altura veio ao de cima o brilhantismo do nosso guarda-redes Ricardo, que de forma absolutamente notável foi capaz de defender 3 penaltys dos jogadores ingleses (o único que conseguiram marcar ainda raspou nas mãoes do guarda-redes nacional), compensando assim o pouco acerto dos nosso jogadores que também falharam dois pontapés.
A imagem mais forte que guardo deste jogo foi o sinal que Cristiano Ronaldo fez para o céu depois de marcar o penalty decisivo. A dedicatória ao progenitor mostrava que o nosso melhor jogador está neste mundial com alma. Isso, conjugado com a mestria de Deco, a determinação de Ricardo, a subtileza de Ricardo Carvalho, a sabedoria de Figo e o brilhantismo da estratégia de Scollari dizem-me que podemos sonhar com tudo. Veremos se a França nos deixa!

O fim do mito 66


Finalmente!!! Desde que me lembro de existir havia um feito que era permanentemente relembrado como sendo único e quase que inultrapassável: o terceiro lugar no Mundial de 66 conseguido pelos “Magriços”. Hoje, com a vitória de selecção nacional, já conseguimos chegar mais além. Sim, mesmo que venhamos a perder os dois próximos jogos, ficando com isso em 4º lugar, esta selecção já conseguiu melhor do que a de 66. É que naquela altura a chegada às meias finais apenas implicava a passagem da primeira fase e a vitória numa eliminatória, pois eram menos as selecções participantes. Aliás, com esta campanha, a selecção já estaria apurada para disputar a final do campeonato de 66.
Por isso mesmo este feito já merece ser devidamente saudado, pois permite-nos “matar” um D. Sabastião que já nos pesava nas costas hà 40 anos. Para além disso, permite-nos afirmar que há um Portugal moderno que é capaz de ser tão competitivo futebolisticamente como o de 66. Isso é muito bom para nós.