segunda-feira, junho 19, 2006

Má fama


O último número da revista Visão publica um trabalho sobre alguns dos principais crimes ambientais que estão a ser praticados sobre o litoral português. Infelizmente, Vila do Conde também consta desse rota, com o conhecido edifício "Optimist".
Esta é uma péssima publicidade para Vila do Conde. Pior ainda, é o enorme mal que aquela construção representa e que ficará como um monumento à irresponsabilidade de quem a autorizou.

4 meses é muito tempo

Há 4 meses desapareceu uma bébé do Hospital Padre Américo, supõe-se que raptada. Agora, a Polícia Judiciária pôs a circular uma fotografia de uma mulher que se supõe ser a principal suspeita do crime e que poderá ser vista aqui.
Não será tempo a mais?

Estado gasta 72 milhões com partidos

O Expresso deste fim de semana destacou o facto de o Estado ter gasto 72 milhões de euros com os partidos políticos. Este tipo de notícias e o destaque que lhes é dado servem para que se alimente a já tradicional saga de ataque aos políticos e aos seus “privilégios”.
Seja quem for que avance com este tipo de estratégias, parece-me que se trata de uma guerra perdida para todos. Aqueles que utilizam este tipo de argumentos para atacar os políticos ou que chamam estes números às capas de jornal em tempos de crise não parecem ter noção do mal que podem semear. É que a democracia, se é esse o sistema políticos que queremos, tem, efectivamente, custos. E esses custos devem ser assumidos colectivamente pelo país. Não me parece, por isso mesmo, que o problema se deva observar pelo lado do que custa a democracia.
O que seria importante era controlar a transparência quanto à forma como essas verbas são utilizadas e quanto às contas do partidos políticos. Ora, é aí que me parece que ainda estamos bastante atrasados e a precisar de avançar fortemente. No entanto, essa não é uma arma que deva ser utilizada para atacar ou para beneficiar nenhum dos partidos. Ao contrário, parece-me que é uma arma que, se não for utilizada com seriedade e honestidade, poderá tornar-se mortal para todos os partidos e até, quem sabe, para a própria democracia.

Avenida Maré Negra

O desencanto geral com a marginal de Vila do Conde continua. Este Domingo o Público dedica-lhe, em conjunto com as outras obras polémicas de Siza Vieira, duas páginas do caderno Local Porto. No caso da nossa marginal é feita referência às críticas praticamente gerais da comunidade blogosférica vilacondense, mas especialmente à frustração da maioria dos utilizadores do espaço.
No texto é feita referência a alguns aspectos que tem sido menos referidos, nomeadamente a forma como foi feita a preservação do espaço entre o antigo Praia Azul e o Castelo, mantendo as dunas e a vegetação existente, bem como a supressão do transito automóvel da Avenida Manuel Barros. Tratam-se de aspectos com os quais concordo inteiramente e penso que geram razoável consenso.
Quanto ao resto, as coisas são iguais: há um grande consenso, mas no sentido inverso. Ou seja, quanto ao resto, nomeadamente a falta de iluminação, a pequena diferença de cota entre o passeio e a estrada e a invasão negra do espaço, praticamente todos os utilizadores consideram tratar-se de opções infelizes.

domingo, junho 18, 2006

Bom resto de fim de semana

Portugal - Irão


Correspondendo à vontade generalizada dos portugueses, a nossa selecção conseguiu vencer o jogo com a equipa iraniana e assim qualificar-se para os oitavos de final do Campeonato do Mundo de Futebol da Alemanha.
Tal como no jogo anterior, aqui fica a minha impressão sobre os aspectos mais positivos e mais negativos do jogo:

POSITIVO
- Portugal ganhou e qualificou-se para a fase seguinte. É sempre bom não estar dependente de contas de última hora.
- Portugal realizou uma boa exibição, mostrando ser uma equipa organizada, batalhadora e com vontade de ganhar.
- Deco fez uma excelente exibição. A sua escolha para "melhor jogador em campo" é justíssima, seja pelo grande golo que marcou, seja pela forma como comandou a equipa.
- O nosso meio campo actuou muito bem. O entrosamento entre Deco, Costinha, Maniche e a ligação destes a Ronaldo e Figo é bastante boa, tendo sido um elemento chave para a nossa vitória.

NEGATIVO
- Os cartões amarelos recebidos nesta fase poderão ser comprometedores na fase seguinte. Nesse aspecto é preciso que jogadores como Deco, Ronaldo ou Pauleta tenham mais atenção.
- A nossa defesa ainda não foi confrontada com uma equipa verdadeiramente forte. Talvez por isso haja bastante incerteza quanto à capacidade de jogadores como Nuno Valente ou Fernando Meira em estar à altura do desafio de chegarmos a fases mais adiantadas, como seria uma meia final ou mesmo a tão desejada final.

Depois do jogo de ontem já há muito mais compatriotas a acreditar na nossa selecção e mais uns quantos a defender as teses de Scolari. Conforme já dissemos aqui, há boas razões para confiarmos no nosso seleccionador. É óbvio que não podemos "embadeirar em arco" só por ter ganho dois jogos, pois não podemos esquecer a nossa reduzida dimensão e a pouca experiência que temos neste tipo de provas. Agora, que as coisas, para já, estão a correr bem, lá isso é verdade!

sexta-feira, junho 16, 2006

Mundial de futebol


Com o advento dos canais codificados o futebol passou a estar acessível apenas a um grupo restrito de pessoas: aqueles que tem muito dinheiro ou então que dão grande prioridade ao futebol nas suas opções de consumo. Pessoalmente, como não me encontro nem num grupo nem no outro, o reflexo disso é que já não me lembro de ter passado um Campeonato do Mundo em que tenha visto tão poucos jogos como este. Somando tudo, vi apenas um jogo completo e 10 minutos de outro. O jogo completo foi o Portuga-Angola. Os 10 minutos que vi foram do jogo Brasil-Croácia, durante o tempo em que estive num restaurante a jantar.
Por isso mesmo, e pela impressão com que fiquei do que vi, penso que há duas equipas com fortes probabilidades de ganhar o Campeonato: Portugal e o Brasil. Como o Brasil já ganhou muitas vezes, acho que era bom que a taça viesse para Portugal!

Assembleia Municipal - 2

Na discussão que se estabeleceu na Assembleia Municipal de Vila do Conde a propósito da Carta Educativa, assunto já aqui abordado, assistimos à intervenção de um membro da bancada do PS que merece uma reflexão.
Perante algumas reticências apresentadas pela bancada do PSD quanto ao documento e mesmo quanto à política de educação do município, o Deputado em causa saltou da bancada para apelidar os membros da oposição de "inimigos de Vila do Conde".
Para ele, quando a oposição diz que há problemas com o sector da educação em Vila do Conde está a atacar o concelho. Quanto a oposição critica a falta de bandeiras azuis nas nossas praias, esta está a prejudicar Vila do Conde, quase como se estivesse a apelar a que os turistas não nos visitem. Este argumento, de teor maniqueista, é velho. Trata-se de uma linha retórica que assume de forma perfeitamente acrítica que há dois lados da "barricada". Um, onde estão os bons, onde tudo é perfeito e merecedor de encómios. No outro estão os maus, sendo que desse lado tudo é merecedor de crítica e censura.
Falando assim, o Deputado não se deu conta de ter incorrido no mais reles de todos os erros em que um político pode cair. É que o Deputado optou por fugir à essência das questões para atacar a personalidade ou as motivações das pessoas que falaram. Ou seja, o Deputado em causa nada disse sobre as críticas que eram apontadas pelos membros da oposição, seja quanto a educação ou bandeiras azuis. Para ele, bastou dizer que os Deputados que punham em causa as políticas municipais eram "inimigos de Vila do Conde". Ou seja, como eles estão do lado dos maus, nem sequer interessa o que dizem.
É evidente que explicar que o facto de a maior parte das escolas não terem água canalizada e saneamento é mais difícil do que dizer simplesmente que quem fala disso é "inimigo de Vila do Conde". É lógico que explicar porque razão há, em Vila do Conde, níveis de insucesso escolar mais elevados do que nos restantes concelhos da área metropolitana do Porto é muito mais difícil do que rotular quem fala disso de "inimigo de Vila do Conde".
O nível que a política deve ter merece que este tipo de situações sejam devidamente analisadas. Eu tenho a minha opinião. É bom que cada um pense sobre isto e formule a sua.

Assembleia Municipal - 1

Decorreu na última noite a sessão de Junho da Assembleia Municipal de Vila do Conde. Sobre ela vou apenas deixar duas notas sobre os assuntos que me pareceram mais importantes.
O primeiro foi introduzido pela bancada do PSD, que criticou a Câmara Municipal quanto à muito falada obra de requalificação da marginal. Na declaração efectuada, o meu partido criticou o facto de a Câmara, entidade motora da obra, estar a reconhecer, ainda antes da mesma estar concluida, que irá haver necessidade de fazer "ajustamentos" à mesma. Ou seja, a Câmara assume que logo que a obra esteja terminada vai gastar dinheiro para a reparar. Ora, a pergunta é simples: se assim é, porque razão não o faz de imediato, evitando gastar dinheiro duas vezes na mesma obra?
A isto o PS respondeu com dois argumentos:
1.- A obra, ao contrário do que dizem, é muito apreciada pelos vilacondenses. Para eles, a prova disso é a quantidade de pessoas que utilizam a marginal, que dizem ser em número superior ao que o fazia antes.
2.- Os "ajustamentos" ocorrerão sobre aspectos muito simples e ainda nem sequer há a certeza de virem a ser efectuados. Para mais, a obra é assinada por um arquitecto que nunca aceitaria que nada fosse alterado face ao que foi projectado.

Quanto ao primeiro argumento, ele assenta em dois pilares muito pouco sólidos. O primeiro é o de que não há qualquer evidência de que haja hoje mais pessoas a utilizar a marginal do que aquelas que o faziam antes das obras. Dizê-lo equivale a dar um palpite tão certo como dizer que o Rio Ave tem mais água do que o Rio Cávado, só porque se viu um quando a maré estava cheia e o outro quando a maré estava vazia. O segundo é que, mesmo que admitissemos que há mais gente a circular naquele espaço, isso não significa necessariamente que as pessoas apreciem a obra. Aliás, isso permite é que a insatisfação seja ainda mais forte do que seria se a obra fosse pouco utilizada.

No que respeita ao segundo argumento, acredito que haja, efectivamente, razões de ordem contratual e talvez até legal que impeçam que se altere aquilo que foi projectado. Ora, se assim é, a Câmara não pode deixar de ser ainda mais censurada na sua actuação, já que deu o seu acordo a um projecto que se prova agora ser mau para os vilacondenses.

quinta-feira, junho 15, 2006

Okupa

O movimento Okupa, inspirado nos conhecidos Squatters ingleses, teve em Espanha um forte impacte social. A palavra Okupa deriva de ocupacion, sendo escrita com um K para associar o movimento a uma postura contracultural e punk. Basicamente, este movimento refere-se a um fenómeno de ocupação de casas desabitadas por pessoas que, necessitadas de habitação, as tomavam com forma de resolver esse seu problema, mas também de fazer a denúncia política das dificuldades de acesso à habitação.
Este fenómeno teve uma enorme expressão em Espanha a partir dos anos 60, embora esta denominação só tenha passado a ser adoptada nos anos 80. Ao contrário do que seria de supor numa sociedade organizada, as dificuldades legais que os proprietários enfrentaram para lidar com este problema sempre foram grandes, havendo mesmo muitos casos de decisões judiciais favoráveis aos Okupas.
Essa situação alterou-se substâncialmente depois da revisão do Código Penal espanhol de 1996, que passou a tipificar este acto. No entanto, os processos continuam a depender do funcionamento da justiça, o que, lá como cá, nunca é situação agradável para quem a ela requer.
Vem tudo isto a propósito da criação do primeiro seguro "antiokupa", produto lançado pela companhia suiça Winterthur. O objectivo do seguro é o de cobrir os custos legais a suportar pelos proprietários de habitações desocupadas com a eventual necessidade de recorrer à justiça para desalojar ocupantes indesejados. O custo é de cerca de € 90,00 e € 100,00 anuais por cada habitação de 100 mt2, caso estas se situem em Madrid ou Barcelona, localidades onde o risco de ocorrência destas situações é mais elevado.
O potencial de negócio em Espanha é enorme. De acordo com os dados do Censo de 2001, cerca de 14% do parque habitacional espanhol está desabitado. Estando a crescer à média de 8% ao ano, estimando-se que há cerca de 3,35 milhões de casas potencialmente "okupáveis". Ou visto por outro prisma, há cerca de 3,35 milhões de casas que podem fazer seguros "antiokupa".

Portugal Lés-a-Lés


Começa dentro de horas a 8ª Edição do Portugal de Lés-a-Lés. Trata-se de uma prova de mototurismo organizada pela Federação Nacional de Motociclismo que, como o próprio nome indica, percorre o país de uma ponta a outra em dois dias. A edição que amanhã começa inicia-se em Barcelos e termina no Sábado à noite junto à praia da Quarteira no Algarve. O percurso é feito por estradas secundárias, havendo mesmo a passagem por alguns "estradões" de terra.
Ao contrário do ano passado, em que houve uma equipa que fez a prova de Lambretta, na edição deste ano não há nenhuma Lambretta inscrita. Há algumas Vespas e uma equipa que compete em Nome do Lambretta Clube de Portugal, mas que se serve de uma confortável BMW GS 1200... É justo fazer-se aqui um registo quanto à participação de 3 equipas do Motoclube de Vila do Conde.

quarta-feira, junho 14, 2006

Virus


Um ataque virulento levou o meu computador ao "estaleiro" desde segunda-feira. Como é lógico, o ritmo de "postagem" está a refletir-se. Espero que hoje a máquina já esteja de volta para poder actualizar A Lambretta.

terça-feira, junho 13, 2006

Emigração


Nos últimos dias tem sido várias as notícias de portugueses que morreram nas estradas de países vizinhos. Em quase todos os casos trata-se de gente que está trabalha nesses paises, vivendo num constante vai-vem em carrinhas de transporte, muitas vezes sem as condições de segurança que seriam necessárias.
Há dias, quando viajei a França de automóvel pude verificar esse movimento. Na noite de domingo, quando descia o IP4 entre Bragança e o Porto, o movimento de carrinhas era enorme. Todas em direcção a Espanha e carregadas de gente. Na área de serviço de Mirandela o número de carrinhas paradas e de gente parada para abastecer e beber um café era muito superior ao que normalmente se vê por lá. De comum todos aparentavam ir em trabalho para os países vizinhos.
Estes acidentes são uma das faces da crise em que o país está mergulhado. Afinal, porque será que não conseguimos dar condições a esta gente para se realizar perto de casa?

segunda-feira, junho 12, 2006

Carta Educativa Municipal

O município de Vila do Conde aprovou, na última reunião do executivo, a Carta Educativa Municipal, documento que define a estratégia de desenvolvimento do parque educacional do concelho nos próximos anos.
De entre as propostas defendidas, as mais significativas prendem-se com a intenção de fechar uma série de escolas, concentrando os respectivos alunos em centros escolares. De entre estas incluem-se as escolas das freguesias de Parada, Outeiro e Ferreiró, que deverão fechar, sendo substituidas por uma única escola do primeiro ciclo.
Estas propostas parecem dar corpo à já anunciada intenção do Governo de fundir acabar com as freguesias com menos de 1.000 habitantes. No caso destas 3 freguesias a unificação das escolas poderá ser um primeiro passo nesse sentido. Trata-se de uma estratégia estranhamente assumida pela Cãmara Municipal, tanto mais quanto se desconhecem quaisquer auscultações à população ou às forças vivas do concelho.
Para além destas propostas o documento não apresenta grandes novidades. Curiosamente, há uma enorme quantidade de aspectos que se mostram perfeitamente sintonizados com as preocupações que a oposição já havia assumido no Programa Eleitoral das eleições de Outubro passado. É o caso da a consolidação por reorganização da rede escolar, a introdução do conceito de “uma freguesia, um parque escolar”, a criação de equipas multi-disciplinares ou criação e desenvolvimento de uma rede de ATLs, por exemplo.
Por isso mesmo, espera-se que o clima de relativa convergência existente nesta matéria possa servir para que os jovens vilacondenses venham a ter acesso a uma educação de qualidade e que produza resultados.

Portugal – Angola


O primeiro jogo do Campeonato do Mundo de Futebol já passou. Portugal ganhou à selecção de Angola por 1-0, com o golo a ser marcado por Pauleta. E exibição da nossa equipa foi pouco convincente. Vejamos quais foram os principais pontos positivos e negativos:

POSITIVO
- Ganhar o primeiro jogo é fundamental para uma boa campanha. Esse objectivo foi conseguido.
- Figo parece estar em boa forma, tendo sido o principal motor da nossa equipa.
- Pauleta, apesar de pouco apoiado e de lhe terem feito chegar pouco jogo, reencontrou-se com os golos nas grandes competições.

NEGATIVO
- O nosso meio campo esteve muito lento e errou muitos passes.
- Tiago não conseguiu nunca encontrar o ritmo de jogo e pareceu desligado da equipa.
- Simão foi um jogador muito pouco eficaz, ganhando muito poucas bolas e não tendo conseguido abrir a defesa dos angolanos.

O balanço final deste primeiro jogo é positivo. Espera-se que a equipa evolua e que consiga aproveitar o nervosismo dos iranianos, que tendo perdido contra o México, terão, certamente, uma postura atacante, pois só a vitória lhes interessa.

Dia de Portugal


Este ano os ex-combatentes do ultramar convidaram para discursar na cerimónia do Dia de Portugal um não ex-combatente. A escolha recaiu sobre Paulo Teixeira Pinto, Presidente do Conselho de Administração do Millennium BCP. Na minha opinião era difícil aos ex-combatentes escolher melhor. Com efeito, Paulo Teixeira Pinto é uma pessoa dotada de uma inteligência e cultura superiores com uma formação humanista bem vincada.
A forma como vê e sente Portugal e o seu papel no mundo, aspectos que ficaram evidenciados no discurso que proferiu, devem servir de exemplo para todos. Por isso, é bom evocarmos todos os que combaterem por Portugal, seja em guerra, como fizeram aqueles que serviram na guerra do ultramar, seja na luta diária pelos direitos de cidadania.

Dia de Espanha


Este Domingo foi um dia em cheio para nuestros hermanos. Na mesma tarde viram Fernando Alonso conquistar mais uma vitória no mundial de Formula 1 e Rafael Nadal sagrar-se vencedor do Grand Slam de Rolland Garros, vencendo o nº 1 do Mundo, o suiço Federer.
Vejamos como se vão portar os futebolistas.

Motociclistas

Ao que consta, um Governante terá expressado a opinião de que os motociclistas são os principais responsáveis pela sinistralidade nas nossas estradas. A propósito disso, e porque “quem não se sente, não é filho de boa gente”, um grupo de motociclistas marchou hoje sobre Lisboa, manifestando-se junto ao Terreiro do Paço.
Se efectivamente as declarações que são atribuídas ao Membro do Governo em questão são verdadeiras, a primeira coisa a dizer é lamentar o seu teor. Poderá haver motociclistas com pouco civismo nas estradas, mas não me parece que sejam em número superior ao de automobilistas. Por isso mesmo, a generalização de comportamentos marginais a toda uma classe de condutores não me parece correcta.
A um Membro do Governo pede-se que oriente as suas declarações públicas por padrões de justiça e de absoluta certeza sobre as afirmações que faz. Especular ou falar ao estilo de quem “dá um palpite” contribui fortemente para desprestigiar a função e criar sentimentos de revolta nos visados.
Perante este tipo de ataques, o comportamento dos motociclistas deve ser ainda mais cuidado. Para além da manifestação deste Domingo, era bom que todos alinhassem na melhor de todas as manifestações: que fossemos cada vez mais zelosos quando estamos na estrada, obrigando assim o Membro do Governo a pedir-nos desculpa.

sexta-feira, junho 09, 2006

Viva o Mundial "Alemanha 2006"!

Restauro

O actual projecto de restauro em que estamos envolvidos é o de uma Lambretta LC 125. Trata-se de uma máquina com matrícula de 1951 e que, atendendo ao número de quadro, foi produzida na fábrica Innocenti em 1950.
Este exemplar, o primeiro modelo da marca com tampas laterais, deverá ter sido dos primeiros a ser importados para Portugal. O estado em que a encontrei era bastante fraco, seja de chaparia, seja de mecânica, pois faltavam-lhe algumas peças importantes.
De acordo com uma conversa que tive com o seu anterior (e primeiro) proprietário, foi comprada no Porto, devendo ter sido vendidas mais “meia dúzia delas”. Segundo a informação que me deu, o comprador de uma dessas teria sido um elemento da família Nieport (conhecidos produtores de vinho do Porto), não se conhecendo o destino dessa outra Lambretta.
Neste momento a Lambretta está, podemos dizer, a meio do processo de restauro. Até ao momento foi feita a desmontagem completa, decapagem da chapa e respectivo trabalho de recuperação. Esse serviço foi efectuado pelo conhecido Sérgio "Rola”, o responsável pelo excelente restauro do Unipower do Rui Sanhudo.
Entretanto o motor também foi todo aberto e revisto, tendo sido necessário comprar um cilindro, pois o original estava desaparecido quando comprei a Lambretta. Com tudo isso feito, estamos agora a montar a Lambretta antes de enviar a chaparia para a pintura. Este trabalho justifica-se com o objectivo de avaliar o trabalho de chapeiro e verificar se há necessidade de alguma afinação final. Depois disso, será tudo desmontado novamente para se efectuar o trabalho de pintura, após o que se seguirá a montagem final e definitiva.
Veremos se haverá Lambretta lá para o Outono...

Numa varanda vilacondense



E domingo? Como vai ser?

quinta-feira, junho 08, 2006

Globalização

Bela posta, esta da Eva!

ADITAMENTO: Depois de colocar esta posta on-line fui alertado de que este é um texto circula pela internet. Aqui fica o registo para efeitos de direito de autor.

Mais vale tarde do que nunca

"Queremos o alargamento para quatro vias, entre a entrada para a A28 e a Rotunda do Desporto", afirmou Mário Almeida ao Jornal de Notícias.

Durante anos a fio a oposição Vilacondense reclamou pela falta de qualidade do acesso de Vila do Conde ao IC1 (agora A28), chamando a atenção para o facto de a via actual ser indutora de enormes filas de transito. Durante esse tempo a oposição apresentou propostas alternativas, com desenhos de como gostaria de ver aquele acesso, que passavam, nomeadamente, pela duplicação do número de faixas de rodagem.
Durante todo esse tempo, Mário Almeida sempre atacou a oposição dizendo que a via estava muito bem concebida. Chegou ao argumento extraordinário de considerar que, sendo estreita e gerando filas de trânsito, se tornava mais segura porque os veículos circulavam a menor velocidade. Parados, dizemos nós!
Eis que, volvidos mais de 10 anos sobre a data em que aquele acesso foi construido, o mesmo Mário Almeida aparece a dizer que é necessário alargar a mesma, acolhendo assim as propostas que tão duramente criticou no passado.
Por um lado, é bom que Mário Almeida, um autarca bem conhecido, mas que nestas coisas demonstra bem a pequenez da sua visão estratégica, corrija os seus erros. Por outro, é lamentável que a sua teimosia tenha feito com que, todos, tenhamos andado anos a fio a suportar enormes filas na entrada e saída da cidade. Para além disso, é lamentável que se vá gastar dinheiros públicos para voltar a fazer uma obra que poderia, facilmente, ter sido bem feita à primeira.

EuroLambretta – Notas finais III


A presença neste EuroLambretta permitiu-nos ficar com uma noção clara do que implica organizar um evento desta envergadura. Obviamente que a nossa vontade é a de poder, um dia, vir a albergar este evento em Portugal. Depois de ter visto a forma como os Franceses organizaram o EuroLambretta, não tenho a mais pequena dúvida em dizer que o Lambretta Clube de Portugal já tem, hoje, capacidade para levar a cabo uma organização destas, conseguindo garantir uma qualidade francamente superior à que vimos.
Penso que dificilmente isso poderá acontecer antes de 2012, pois as organizações até 2010, ano em que vai acontecer em Espanha, já estão definidas pelo movimento internacional. Ora, partindo do princípio que é dificil imaginar que o evento aconteça dois anos seguidos na peninsula ibérica, penso que 2012 será o ano a apostar. Ainda falta muito tempo, mas parece-me que deverá ser ponderada a candidatura desde já, quanto mais não seja, para ir "marcando terreno".

EuroLambretta – Notas finais II


De um modo geral o movimento Lambretta tem mais gente com idade do que jovens. Apesar disso há grande esperança quanto ao futuro, como bem se pode ver por este jovem holandês, que apesar de utilizar uma Vespa, já está bem imbuído do espírito scooteristico.